Clínica Humana | Ginecologia e Obstetrícia
Informações com Dr. Alison Moriyama – Ginecologia e Saúde da Mulher
A adenomiose é uma condição benigna do útero caracterizada pela presença de tecido endometrial (revestimento interno do útero) infiltrado no miométrio (camada muscular uterina). Essa invasão pode causar aumento do volume uterino e sintomas como dor e sangramento excessivo. Estima-se que a adenomiose afete entre 20% e 30% das mulheres, especialmente entre 40 e 50 anos, embora possa ocorrer em mulheres mais jovens.
Os sintomas da adenomiose podem variar, sendo que algumas mulheres permanecem assintomáticas. Os sintomas mais comuns incluem:
O diagnóstico da adenomiose é baseado na combinação de sintomas clínicos e exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética da pelve. Em alguns casos, o diagnóstico definitivo só é confirmado após análise do útero removido cirurgicamente.
O tratamento da adenomiose depende da gravidade dos sintomas e do desejo reprodutivo da paciente. Opções incluem:
Quando não tratada, a adenomiose pode causar prejuízos importantes à qualidade de vida da mulher, como anemia por sangramento intenso, dor pélvica crônica e infertilidade. Além disso, os sintomas podem piorar progressivamente com o tempo.
Apesar da preocupação comum, a adenomiose não se transforma em câncer. Trata-se de uma condição benigna, diferente do câncer de endométrio, que tem origem e comportamento distintos. No entanto, algumas mulheres com adenomiose compartilham fatores de risco hormonais com o câncer, como obesidade, diabetes, hipertensão e uso de tamoxifeno.
Essa confusão também ocorre porque mulheres com adenomiose realizam mais exames ginecológicos, o que pode levar ao diagnóstico incidental de outras condições, incluindo câncer.
Embora não se transforme em câncer, a adenomiose pode dificultar a gravidez em casos mais graves. Alterações na arquitetura do útero e inflamações crônicas podem interferir na implantação do embrião. Além disso, há risco aumentado de complicações durante a gestação, como aborto e parto prematuro.
Por isso, mulheres com adenomiose e desejo de engravidar devem manter acompanhamento regular com um ginecologista especializado em fertilidade.
Ambas envolvem o crescimento de tecido endometrial fora do local habitual. Na adenomiose, esse tecido invade o miométrio (camada muscular do útero), enquanto na endometriose, o tecido se implanta fora do útero, como nos ovários e intestinos.
Sim. A adenomiose pode dificultar a implantação do embrião e aumentar o risco de abortos espontâneos, afetando a fertilidade.
Fatores incluem idade entre 40 e 50 anos, menarca precoce, ciclos menstruais curtos, uso prévio de contraceptivos hormonais, IMC elevado, multiparidade e cirurgias uterinas anteriores.
A histerectomia é considerada a única cura definitiva. No entanto, tratamentos conservadores podem controlar os sintomas em muitas mulheres.
Não há métodos comprovados de prevenção primária, mas a intervenção precoce e o controle hormonal podem retardar a progressão da doença.
Se você apresenta sintomas ou tem dúvidas sobre adenomiose, agende uma consulta com o Dr. Alison Moriyama para uma avaliação personalizada e segura.
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