O que é Incontinência Urinária?
Informações com Dr. Alison Moriyama – Ginecologia e Saúde da Mulher
Incontinência urinária é a perda involuntária de urina, um problema comum entre as mulheres, especialmente após gestações, partos e na menopausa. Afeta a qualidade de vida, o bem-estar físico, emocional e social, e merece atenção especializada para diagnóstico e tratamento adequados.
Quais são os sintomas?
Os principais sinais e sintomas da incontinência urinária incluem:
- Perda de urina ao tossir, espirrar ou rir: típico da incontinência urinária de esforço.
- Urgência para urinar com perda antes de chegar ao banheiro: característica da incontinência urinária de urgência.
- Necessidade de urinar com muita frequência: aumento do número de micções diurnas e noturnas.
- Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga: especialmente em casos de bexiga hiperativa.
- Impacto na vida sexual e social: evitando atividades por medo de vazamentos.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico da incontinência urinária é clínico e funcional, incluindo:
- Anamnese detalhada: história dos sintomas, hábitos urinários, antecedentes obstétricos e ginecológicos.
- Exame físico: avaliação do assoalho pélvico, presença de prolapsos e testes de esforço.
- Exames complementares: diário miccional, estudo urodinâmico, ultrassonografia do trato urinário.
- Investigação de fatores associados: doenças neurológicas, medicamentos, infecções urinárias.
Quais são as opções de tratamento?
O tratamento da incontinência urinária varia conforme o tipo e gravidade do quadro:
- Fisioterapia do assoalho pélvico: primeira linha para incontinência de esforço e mista.
- Medicamentos: antimuscarínicos e beta-3 agonistas para incontinência de urgência.
- Treinamento vesical: reeducação do hábito miccional para controle da urgência.
- Cirurgias: como a sling (faixa suburetral) para casos de incontinência de esforço persistente.
- Orientações comportamentais: controle de peso, evitar bebidas diuréticas, tratamento de constipação.
Quais são as causas mais comuns?
As principais causas de incontinência urinária feminina incluem:
- Fraqueza do assoalho pélvico: após partos vaginais e envelhecimento.
- Alterações hormonais: menopausa e deficiência estrogênica.
- Obesidade: aumento da pressão abdominal sobre a bexiga.
- Doenças neurológicas: esclerose múltipla, AVC, Parkinson.
- Cirurgias pélvicas prévias: que afetam o suporte da bexiga e uretra.
Como prevenir?
Medidas preventivas para incontinência urinária incluem:
- Fortalecimento do assoalho pélvico: com exercícios de Kegel.
- Controle do peso: reduzindo a pressão sobre a bexiga.
- Evitar hábitos que irritam a bexiga: como excesso de cafeína e bebidas alcoólicas.
- Parar de fumar: reduzindo tosse crônica e riscos de incontinência.
- Acompanhamento ginecológico regular: para rastreamento e intervenção precoce.
Dúvidas Frequentes (FAQ) sobre Incontinência Urinária
Incontinência urinária tem cura?
Em muitos casos, sim. Com tratamento adequado (fisioterapia, medicamentos ou cirurgia), é possível controlar ou eliminar os sintomas.
Exercícios de Kegel realmente funcionam?
Sim, são eficazes no fortalecimento do assoalho pélvico, principalmente para incontinência de esforço e prevenção em mulheres de risco.
A cirurgia é sempre necessária?
Não. A maioria dos casos é tratada com medidas conservadoras. Cirurgia é indicada para casos persistentes ou graves.
Incontinência urinária é normal após o parto?
É comum, mas não deve ser considerado “normal”. A reabilitação do assoalho pélvico é importante para recuperação e prevenção de quadros crônicos.
Existe relação entre menopausa e incontinência?
Sim. A queda dos níveis de estrogênio afeta o trofismo da mucosa uretral e do assoalho pélvico, favorecendo a incontinência.
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